|Let me fly away with you|.|Give me more than one caress, satisfy this hungriness|.|Let the wind blow through your heart|.|For wild is the wind, wild is the wind|.|For we're like creatures of the wind, and wild is the wind|.|Wild is the wind…|

01
Fev 06
No passado domingo nevou um pouco por todo o nosso país. Infelizmente não nevou no local onde me encontro... Pelo contrário, esteve sol cá fora e choveu cá dentro...
Gosto de imaginar paisagens com neve. Parece tudo tão puro, tão pleno na sua essência. Solto-me, por vezes, do corpo aspirando essa sensação de liberdade.
Mas a neve, como qualquer momento assim belo, também é frágil e efémera (pelo menos cá em Portugal). Basta um sopro, umas gotas de chuva para que a paisagem branca deixe de existir.
Imagino sons, sorrisos, imagens... Duas crianças brincando com bolas de neve, as esculturas originais ou trapalhonas, o frenesim dos gritos de alegria, o Pedro aquecendo as mãos de Inês... O delicioso sorriso dela, meio escondido pelo cachecol amarelo. O nariz amoroso dele, pintado por tons mais vermelhos do frio...

Crio histórias hipotéticas, como esta:

ADORO-TE NEVE!

- Olha! Olha!
Diz o Tomás, que tem 4 aninhos...
- O quintal está todo branco!
O seu olhar de fascínio contemplava toda aquela imensidão.
- Mamã! Mamã! Vem ver!
A sua mãe, chega à porta, meia estupefacta, abre os braços ao seu anjo pequenino. Já não via neve há tantos anos...
Ele, interrompe-lhe o pensamento, perguntando:
- Posso levar alguma neve para brincar lá dentro, para mais tarde?
A sua mãe sorriu e disse:
- Sabes, Tomás, a neve precisa de liberdade, de ar, deste céu azul; para que dance assim e ilumine os nossos olhos.
Ele olhou pensativo para o chão, durante alguns segundos, depois atirou-se, cheio de vida, para um montinho que tinha acumulado à porta de casa. E, abraçando-a, gritou:
- Adoro-te Neve! Não vás embora.
E, nisto, desfez em pedaços aquele monte com ar de nuvem. Rebolou energicamente nela, escurecendo um pouco as cores da sua roupa. Sentou-se e foi espetando os dedos naquela manta de magia, tacteando, sentindo a sua textura e os arrepios de frio que ela lhe causava.
Subitamente, começaram a cair envergonhados flocos de neve, criando diversas formas pelo ar. Tomás pulava, saltava, tentava voar para apanhar, agarrar "aqueles bichinhos irrequietos". Aqueles pedaços voadores ora pareciam bolas de algodão, ora leves e frágeis penas de um borracho bébézinho.
Os flocos multiplicavam-se cada vez mais, cresciam, caíam com maior intensidade. E, Tomás vibrava com toda aquela emoção! Como são entusiasmantes as gargalhadas de uma criança.
- Tomás! Tomás!
Era a chamada da sua mãe.
- Anda para dentro, senão ficas doente.
E, Tomás, atirou-se mais uma vez para o chão...
Beijou a neve, dizendo:
- Espera por mim! Amanhã voltarei...
Subiu as escadas e sorriu.



Espero que gostem deste pequeno conto, da inocência dele, da magia que se cria em momentos assim...
Um beijo terno e um abraço quentinho para os que ainda mantêm essa doce INOCÊNCIA do olhar de uma criança...
publicado por nOgS às 23:56

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