|Let me fly away with you|.|Give me more than one caress, satisfy this hungriness|.|Let the wind blow through your heart|.|For wild is the wind, wild is the wind|.|For we're like creatures of the wind, and wild is the wind|.|Wild is the wind…|

30
Jan 06
Click, clack...
Shock, slick...
Pling, plong...
Wrock, wreck.
É o som de duas ostras que dançam, apaixonadamente, no mar profundo.
Glock e Klatchi. Eram os seus nomes.
No fundo dos oceanos mil fantasias ocorrem. Glock procurava uma forma de demonstrar a magia que sentia por Klatchi. Nesse dia, quando se deitou para dormir (sim, as ostras também dormem), pediu um desejo: - Quero que nasça algo em mim tão, tão brilhante como a beleza do que sinto por ela. Desejo que ela se apaixone pelo brilho que existe dentro de mim.
Assim aconteceu... Glock acordou no dia seguinte com uma sensação de calor dentro dele. Enquanto tentava polir a sua concha maravilhosa, encontrou dentro de si uma esfera pequenina muito brilhante. Olhou de novo, fechou, abriu os olhos. Nunca tinha visto algo de tão belo!
Nessa manhã esfregou a sua concha ainda com mais vigor. Toda aprumada foi ao encontro de Klatchi. Convidou-a para ir à ilha des rêves. Quando se encostaram numa rocha cor de algodão, as suas conchas reflectiam os raios de sol e projectavam uma quantidade magnífica de cores. Glock dirigiu-se a Klatchi e disse-lhe: - Sabes, há já algum tempo que tentava condensar em palavras ou gestos tudo o que sinto por ti... Mas nunca consegui. Ontem pedi que este dia chegasse... E, como prova do que sinto por ti, cresceu dentro de mim algo tão brilhante como a magia desta entrega.
E, assim, Glock abriu a concha e mostrou a sua pérola a Klatchi. Ela ficou emocionada com a beleza daquilo que existia dentro dele. Tornou-se rosa, lilás, violeta e tocou o seu interior.
Rebolaram na areia, entregaram-se uma à outra.
E, foi assim que começou a existência de pérolas dentro das ostras. De uma prova de amor.
publicado por nOgS às 00:26

23
Jan 06
A felicidade constrói-se da mãos dadas.
Por muito que a vida nos sorria, não existe sorriso mais belo que aquele que é provocado por outro alguém. Fazes-me sorrir. Sim, tu. Príncipe dos desertos, cavaleiro viajante, homem fascinante. És real? Ou tudo o que és não passa de um sonho? Procurarei essa resposta dentro de mim, mesmo que ela não esteja lá.
Sou sonhadora, eu sei. Serás tu a minha quimera?
Existes?
Quando chegas, sendo sonho ou realidade, sorrio. E aprendo a ser mais feliz. Sorrisos de estrelas, de luas de sol... São os que provocas em mim.
Abro o peito. Deixo que as borboletas que lá vivem esvoaçem ao teu encontro. E o teu abraço, o teu beijo já quase parece real...
publicado por nOgS às 00:10

22
Jan 06
Beth Gibbons & Rustin Man - Mysteries

"God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime."

publicado por nOgS às 15:22

17
Jan 06
São os sentimentos que nos desfazem em pequenas tiras por dentro...
Como são fortes as farpas com que eles nos rasgam o peito!
Que controversos, que inconstantes... Como podem ser tão doces e amargos ao mesmo tempo?
Crueldade de sentir. Num momento êxtase, felicidade e liberdade; noutro sofrimento, angústia, prisão.
Coração: - Brincas connosco!
O meu peito salta e vibra em tamanho frenesim, sem que o consiga fazer acalmar. Controlas-me, às vezes. E, eu, por vezes ignoro-te.
Dá-me a mão. Deixa-me pousar a cabeça no teu colo, acaricia-me o cabelo...
E mostra-me um daqueles sorrisos que faz sarar qualquer farpa que me lanças.
publicado por nOgS às 16:21

05
Jan 06
Esta é uma parte de um artigo retirado do DN de 04/01/2006


«60% dos estudantes universitários admitem copiar nos exames.

Estudo da Faculdade de Economia do Porto mostra que Alentejo recorre mais à cábula

(Elsa Costa e Silva)


Copiam mais os alunos do interior e Alentejo, os finalistas e com notas inferiores a 13. O facto de se estar deslocado não tem influência Ser apanhado a copiar não acarreta "sanções sérias" fora da sala de exame e as penalizações não têm efeitos eficientes, defendem as investigadoras

Mais de 60% dos estudantes do ensino superior admitem copiar nos exames. Um inquérito em larga escala, aplicado em dez universidades públicas portuguesas, demonstra ainda que existem diferenças regionais acentuadas os alunos do Alentejo são os que mais dizem cometer fraudes académicas, com 75% a admitirem que copiam algumas vezes, contra os dos Açores, com metade dos inquiridos a afirmar que nunca usa cábulas nas provas.

Esta pesquisa - a primeira de grande dimensão a estudar a realidade de Portugal - foi realizado por Fátima Rocha e Aurora Teixeira, duas investigadoras da Faculdade de Economia do Porto. Perto de 2700 alunos, dos cursos de Gestão e Economia de todo o País, foram inquiridos entre Março e Dezembro de 2005. Os estudantes foram avaliados de acordo com a residência permanente e não por universidades. Este dado foi também tratado pelas investigadoras, mas apenas facultado individualmente a cada instituição.

Fátima Rocha - cuja tese de doutoramento em curso tem por base este trabalho - explica que o objectivo é "analisar a magnitude da fraude académica e as determinantes deste fenómeno, analisando especificamente a questão regional". Existe ainda uma segunda fase, onde serão comparados os dados portugueses com elementos recolhidos em outros países europeus, onde as investigadoras aplicaram também o inquérito.

'Apanhados'. Outro dado que revela a amplitude que tem nas universidades portuguesas a prática de copiar é o facto de 90% dos estudantes afirmarem que existe a probabilidade de ver outros copiar. E ainda mais de metade garantem que já viram algum colega a ser apanhado por um professor a copiar durante um exame. Curiosamente, apenas 5% dos alunos admitiram que foram surpreendidos a cometer fraudes durante a realização de provas.

Para além dos Açores, também o Algarve surge como uma região onde os estudantes parecem ter menor tendência para a fraude académica. Mais de 45% dos alunos provenientes do Sul do País dizem nunca copiar e os que afirmam fazê-lo sempre são inferiores a 1%. Os estudantes do arquipélago têm a posição mais díspar são os que, por um lado, mais dizem nunca copiar (50%), mas são também, curiosamente, os que mais assumem fazê--lo sempre (12,5% contra a média nacional de 2,5%). Parecem assim existir "factores intrínsecos às regiões de onde são originários os alunos para explicar a propensão para copiar e seria interessante estudar mais para perceber quais são", explica Aurora Teixeira.

A tendência para copiar é maior nos alunos com médias entre os 10 e 12 valores 64,8% admitem copiar. A percentagem de cábulas desce para quase metade nos estudantes com médias superiores a 16 valores. Um dado curioso é que o facto de um aluno estar, ou não, deslocado - ou seja, fora do seu local de residência habitual - não o torna mais susceptível à cópia.

Pressão. Para além das diferenças regionais, as investigadoras assinalam que existe igualmente discrepância entre os anos do curso. Ou seja, são os "finalistas" que tendem a copiar mais. Quanto mais se aproxima o fim da licenciatura, mais cresce a tendência para usar meios fraudulentos para passar nos exames. "Penso que existirá nessa altura uma grande pressão para a média, porque eles sabem que a primeira entrada no mercado de trabalho está condicionada pela nota e só é chamado para entrevistas quem tem mais de 13 valores", adianta Aurora Teixeira.

Mas isso não significa que são os mais velhos os mais "cábulas". Pelo contrário, a partir dos 26 anos, os estudantes têm menor tendência para o "copianço". Serão talvez, adiantam as investigadoras, alunos já no mercado de trabalho que regressam para concluir uma licenciatura e, portanto, "com uma atitude diferente".

Outro dado interessante revelado pela investigação dá conta de que, para mais de metade dos alunos, a prática do "copianço" não é realmente um problema. Só 11,3% consideram que o tema é "sério" e cerca de um terço assinala que merece "alguma atenção". As investigadoras defendem que "ser apanhado a copiar não acarreta sanções sérias, fora da sala de exame" e que as penalizações "não têm um efeito eficiente". O exame é anulado e o aluno chumba, "o que aconteceria na mesma, caso não tivesse copiado, porque não tinha estudado", explicam. O estudo demonstra ainda que existe um "ambiente favorável" à cópia e que isso favorece a prática entre os alunos.»


O que dizer depois disto? Que somos um país de cábulas? É óbvio que me choca, cada vez mais, esta realidade que considero completamente absurda. Principalmente no meio universitário. Sim, admito que durante o meu percurso académico observei várias situações aqui relatadas. E, talvez, devido à minha noção de integridade e de busca do saber me orgulhe por dizer: Não, não copiei. E sinto-me realizada também por isso. Não só pelo facto de (também como professora) achar totalmente supérfulo um papel que nos diz tiveste 13 ou 17 valores. Mas também, porque todos devemos ter noção daquilo que procuramos. O ensino é muito mais do que isto. Se não querem aprender, então de que serve frequentar a faculdade? Para enganar o sistema? Para dizer "tenho um papel que me diz que tenho um curso?" De que serve esse papel se não detivermos o saber que, supostamente, ele prova?
Precisamos de pessoas com garra e coragem, verdadeiras. Que demonstrem o que querem e que não se enganem a si próprias (nem aos outros).
Por isso, que tal estudar em vez de copiar? Será que querem copiar também as vidas dos outros? Ou preferem criar a vossa?

publicado por nOgS às 19:23

03
Jan 06
Existem pessoas que nos marcam. Não interessa, na maior parte das vezes, o tempo que elas duram nas nossas vidas. Interessa, apenas, que tenham feito parte delas. Existem momentos em que nos cruzamos com alguém que nos faz perder o chão, que nos faz correr rumo ao impossível... Que nos faz mudar. Marcas indeléveis são as que transporto como bagagem. Alguns sorrisos ficaram para trás. Alguns sonhos como utopias. Algumas pessoas como quimeras. Mas também é preciso um pouco de loucura, de risco. É preciso arriscar para conhecer essas pessoas tão especiais que fazem o ritmo do nosso peito saltar. Que nos fazem repensar tudo o que vivemos, tudo o que sentimos. É bom ter coragem e caminhar, mais uma vez, rumo a um sonho. É bom que essas pessoas existam, de facto, na nossa realidade.
publicado por nOgS às 23:41

01
Jan 06
Primeiras frases de 2006:


MISSA DO GALO
"Epá! A Missa do Galo este ano foi cancelada. Pois faltava a peça principal (o galo). Isto da gripe das aves até o Natal afectou!!!"
(obrigada Luis por esta tua frase, como tu próprio dirias: está brutal!)


CONVERSA TRIVIAL
- Porquê que não dormes? Perdeste o sono?
- "Também."
(silêncio)
- Também? Sabes que a palavra «também» dita numa frase pressupõe que tenhas dito algo antes ou que o vás acrescentar.
(silêncio seguido de risos)
publicado por nOgS às 20:17

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