|Let me fly away with you|.|Give me more than one caress, satisfy this hungriness|.|Let the wind blow through your heart|.|For wild is the wind, wild is the wind|.|For we're like creatures of the wind, and wild is the wind|.|Wild is the wind…|

22
Mar 06

Só existe, de facto, algo impossível de vir a acontecer...

 

... Conseguir espirrar de olhos abertos!

publicado por nOgS às 23:28
sinto-me: believer
tags: ,

E eis-te aqui, Primavera... Chegaste, finalmente, e olho para ti com esperança de que me tragas novos brilhos...
publicado por nOgS às 01:09

19
Mar 06

 

 

Acordar a meio da noite com o coração aos pulos como se a respiração fosse rebentar naquele preciso momento. Esquecer que se está sozinho. Que a cama está vazia e que, mesmo assim, não te apetece sair dela. A chuva bate na janela como se alguém chamasse por ti constantemente. Reviras-te e aninhas-te de novo no teu mundo. Fartaste-te de ter alguém só por ter ou porque sabe bem simplesmente saber que se tem alguém. Tu... És como eu. Fartaste-te da banalidade com que se usa a palavra amor. E agora já nem sequer a pronuncias a ninguém. Se perdeste o significado dela? Se desacreditas nos que ta disseram ao longo dos tempos? Não sei. O Amor pelo Amor... Esquece as palavras! Ouve o som das gotas de chuva que suplicam por um olhar teu. Sente o calor dos raios de sol que se rasgam intensamente só para sentirem o toque da tua pele. Abre os braços e abraça o vento, porque ele sopra louco na ânsia de te encontrar. Faz castelos na areia, mergulha no mar, passeia pelo campo, sente o cheiro das flores... Porque todos mostram o seu esplendor só para ti. Esquece tudo, esquece todas as banalidades do dia-a-dia, esquece as conversas de ocasião, esquece os compromissos, as promessas, as desilusões, esquece. Ama sem medo, sem receios. Eu estou farta desta censura. Aborrece-me que todos me digam que devia fazer "assim ou assado", porque lhes custa quando me vêm sofrer. Mas o que é afinal o amor sem sofrimento? Será que ainda acreditam em contos de fadas? Eu acredito em ti, só em ti se existires e acreditares no que digo não só por dizer. No que sinto sem receio de o continuar a sentir. Umas lágrimas aqui, outras ali. Umas noites sem dormir. O jantar que se esqueceu. O ar pálido de saudade. Tudo em vão, dizem-me... Mas eles não viram, não sentiram o suave toque da tua pele. O teu sorriso brilhava de tantas e tantas formas em cada momento que me olhavas. Não sabem, não sentem a beleza do que me disseste tantas vezes com um simples olhar. Censuram-me, dizem-me que devia ter alguém, que fique sempre, alguém que me dê estabilidade. Mas nunca me perguntaram se era isso que eu queria. Não é. Quero apenas guardar-te comigo. Não como uma caixinha de jóias ou como um objecto qualquer. Quero guardar-te como és. Perguntam-me se todos os riscos, ou todo o sofrimento é compensado pelos breves momentos em que existimos juntos... Nesta utopia. A minha resposta é um sorriso mudo. Se me perguntares o significado da palavra amor, não to saberei decerto dizer. Sei uma coisa, tal como a chuva, o sol, o vento sabem de mim... O Amor pelo Amor não se exprime por palavras.

 

 

 

 

[E aqui fica este espaço em branco para que saibas que é aqui, nele, que está exprimido o meu amor por ti]

publicado por nOgS às 03:09
sinto-me: in love
música: Wild is the wind – David Bowie

11
Mar 06
I

Estava um dia risonho. O reflexo dos raios de sol na água criava um festival de cores magnífico.
Foi o dia que Roberta escolheu para morrer...
Trajava maravilhosamente um vestido branco de tule que voava ao sabor do vento.
Sentou-se numa rocha junto ao mar, olhando o ramo de jarros que trazia para lhe oferecer. Eram as suas flores favoritas. E o mar a sua paisagem de eleição.
Ele estava sereno, como se aguardasse que ela entrasse no mais profundo de si.
Fora com ele que partilhara os melhores e piores momentos da sua vida. Deixou o seu olhar divagar para além das ondas, que quase lhe rebentavam junto aos pés.
Mar... Seu melhor amante, amigo, irmão. Sempre esteve ali, à sua espera. Tentos sorrisos, tantas lágrimas a que ele assistiu. E, sem um único momento de ausência, continuou a brilhar. Só faria sentido entregar-lhe também, a si,o seu último suspiro.
Largou os sapatos na areia, tacteando com os dedos dos pés, os beijos que a água lhe ia dando. A barra do seu vestido acompanhava o seu ar pesado, molhada a partir das extremidades. Percorreu a costa até o pôr-do-sol chegar.
- Chegou a hora, pensou.
Estavam todos ali: Ela, o pôr-do-sol e o mar.
Chorou intensamente durante alguns minutos. Depois limpou o rosto das lágrimas que o lavavam e... Sorriu para o mar.
- Estou aqui, disse-lhe.
Foi entrando, aos poucos, dentro dele. E a água começou a acariciar-lhe o corpo, revelando as suas formas e criando uma transparência sensualíssima no vestido que lhe envolvia a pele branca. Era uma mulher linda e, naquele momento, quase parecia uma miragem.

Libertando-se de tudo ou fugindo do que já não tinha coragem de enfrentar... Começou a afundar-se. Entregou-se ao mar, carregando a oferenda dos jarros que agarrava junto ao peito. Foi caindo, caindo, cada vez no mais profundo daquele universo aquático. E, enquanto engolia a água salgada, sentiu-se embriagada pelas imagens da vida que teve. Soltou um grito, quando já lhe parecia tarde para desistir. Soou como um gluckh, glukch, grlhuck... E as bolas de ar iam desaparecendo junto com esta palavra que soltou: Amo-te!
E, foi nesse grito que esgotou as suas forças.
Foi navegando ao sabor da maré, como uma mortalha.

Quando Raul chegou, correu em direcção ao mar. Sabia que a encontraria ali, mas esperava encontrá-la de outra forma...
Descobriu o corpo dela estendido na areia, o vestido manchado e molhado em tons (agora) de madrepérola e alguns jarros que lhe faziam companhia, junto com as algas e as conchas. Olhou o seu corpo maravilhoso, com todas as formas reveladas.
Caiu sob ela, não querendo acreditar no que via. Agarrou-a, beijou-a, sacudiu-a fortemente na esperança de a reanimar.
- Acorda Roberta! Estou aqui!
Chorou, pela primeira vez, na sua presença... Mas isso ela também já não viu.
E, aqueles beijos não a trouxeram de volta. Pois, apesar da sua pele pálida e do seu rosto de princesa ela não era a Branca de Neve, nem ele um príncipe encantado.
Acabou. Tudo acabou. E ele soluçava de raiva por Roberta ter ido, por ter desistido de lutar.
O porquê desta decisão dela?
Teremos que regressar atrás para o desvendarmos...
publicado por nOgS às 00:30

mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

9 seguidores

Março 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

12
13
14
15
16
17
18

20
21
23
24
25

26
27
28
29
30
31


pesquisar neste blog
 
RSS